Marlon no Cacimba

Posted by in Trópico de Câncer

Eu poderia lembrar de dezenas de pessoas, locais e situações que vivi com ele no que chamo de Tempos Selvagens (de 85 a 92). Marlon é um cara genial, culto, mordaz, doido e de pés enormes. Mas vou citar apenas um dos primeiros bares que conheci com ele em Porto Alegre, logo que cheguei aqui, em 1985, porque sei que talvez nem ele lembre disso.

O Cacimba era freqüentado por uma geração que estava se acabando na noite de Porto Alegre. Um tipo “riponga” e intelectual que de certa forma ainda existe por aí, possivelmente na última mesa da Lancheria do Parque, ao lado do banheiro.

Reza a lenda que o prédio do Cacimba, na Osvaldo Aranha, quase em frente ao Hospital de Pronto Socorro, havia abrigado um cassino clandestino no passado. Seria esta a explicação para o longo e estreito corredor que intercalava as cinco salas com cerca de 8 m2 cada, todas com janelas enormes, em forma de retângulo, separando um ambiênte do outro.

Foi por ali que começaram os Tempos Selvagens, vividos entre Porto Alegre, Livramento, Pelotas e Florianópolis. Mas eu poderia falar ainda de Escaler, Ocidente, Daniel Osho, Nado, RDZ, Marcelo “Baudelaire”, Rosana, Gloria (The Doors), Antônio Emílio Morga, Jair, prédio na esquina da Barros Cassal com Independência, Opalão, Comício das Diretas, Almir, Rimbaud, estacionamento da PUCRS, Fernando Pessoa, Beatniks, Hora do Jazz, Opalão, Rádio JB no Morro do Caqueiro, Teté, Turquinho, Crespa, Bar do Divino no estádio do Pelotas, Faio, Bueno, Iêssa, BlueJazz, Lugar Comum, Claude e muito, muito mais.

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Comentários do post 20871176

Eu também fiz parte dos tempos selvagens (ou era dos dinossauros). Foi contigo que conheci tanta coisa: músicas, filmes, livros… E tantos tragoléus. Cabe citar The Doors e Fernando Pessoa. Muito obrigado. Agora é hora de recomeçar.

Divino | Email | Homepage | 13-02-2004 09:06:30

E os tempos também selvagens da ACS? Hein? Hein??????

Maria Rita | Email | 05-02-2004 13:43:46

Siga em frente amigo, não esmoreça, porque você está naquele período de “turning point”, ou seja, muita coisa vai mudar depois disso tudo. E períodos assim são sempre difíceis. Mas com fé, muita fé interior e deixando que esse amor que as pessoas estão te passando fazer o efeito, tudo vai melhorar. Um grande abraço.

marlon | Email | Homepage | 05-02-2004 10:45:37

Olha só como é a vida, né Gilneca? Tiveste que adoecer pra gente se rever, pelo menos dessa maneira virtual, mas estarei indo em Porto Alegre numa horinha dessas te dar um abraço e tomar umas geladas…como a gente tinha combinado um tempo atrás. Acho que aquele ditado que diz que Deus escreve certo por linhas tortas é verdade. Depois que tu superar essa doença – e todas essas pessoas que te amam vão provar que sim – será o momento de rever a vida, até mesmo nesse lance de alimentação, que a gente sempre deixa pra depois. Aqueles anos selvagens nunca mais vão sair da cabeça, porque foram maravilhosos, e eu tenho pena dessa juventude de hoje que talvez não tenha a oportunidade de curtir tanto como nós fizemos. São muitas lembranças, mas vamos criar outras muito melhores daqui pra frente. Depois dessa primeira e pior fase, vamos nos reencontrar e fazer aquele churrasco, chorar um pouco, rir bastante e inaugurar um tempo mais legal e mais próximo.

marlon | Email | Homepage | 05-02-2004 10:42:33

enrico. linquei vc tambem la. queria apenas q vc fosse dar uma olhada pois acho q a chamada q fiz ficou bonitinha.abç e vida longa

Gustavo | Homepage | 05-02-2004 01:01:46

Lindos, os tempos selvagens. A gente não perde a intensidade das memórias, não é? Que bom lembrar disso tudo. Acho que dá pra acrescentar a casa que foi vendida na Protásio, que ficou desocupada e rolaram grandes festas. Como ficou vazia, conversávamos nos armários embutidos… Obrigada por dar notícias. Saudade… Claude.

Claude | Email | 04-02-2004 23:49:17

Esqueceu do Encouraçado?

Fio Fino | 04-02-2004 22:32:42